Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!

Autores nos tópicos

Dom 2 Jul 2017 - 20:55 por Ártemis

Autores nos tópicos

Recentemente adicionei em todos as postagens do tópico de Tutoriais e Guias bem como
o tópico da Biblioteca o nome de quem fez, quem ajudou a fazer, quem editou (boa parte do conteúdo), e quem ajudou com a ideia.

Assim temos uma visão mais clara de pessoas que, apesar de a maioria não saber, ajudaram com o crescimento e evolução do fórum.

Lembrando que todo o conteúdo criado para o fórum é de autoria do mesmo. Todo "direito autoral" que estabelecemos aqui é de Rick Riordan, o criador das séries Percy Jackson e Os Heróis do Olimpo.


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EVENTO DOUBLE ALEGRIA DE FÉRIAS

Ter 27 Jun 2017 - 14:28 por Selene

Evento Double Alegria de férias



Evento válido do dia 01/07/2017 até 15/07/2017


Férias de Julho chegando e nada melhor do que um evento double pra levantar os ânimos do fórum. Chamem seus amigos e desfrutem do evento
DOUBLE ITENS, EXP e DRACMAS





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Problemas com as contas Olimpianas

Dom 8 Jan 2017 - 13:29 por Quíron

Olá Olimpianos.

Depois de um backup feito no fórum os direitos de administrador de todos os olimpianos foram retirados automaticamente pela Forumeiros. A princípio é para esse erro já ter sido corrigido, se algum Olimpiano ainda estiver com problemas mande mp ou fale comigo no Facebook: https://www.facebook.com/paulohenrique.morais.9

Desculpe o transtorno, Quiron.


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Vagas de Deuses Menores!

Sab 17 Dez 2016 - 21:20 por Poseidon


Temos vagas!


Final do ano, férias escolares, fórum ativo. Sabem o que isso significa? Sim, estamos precisando de narradores! Sempre quis narrar para seus amiguinhos mas nunca soube como? Pois bem! Siga os passos a seguir e junte-se à equipe!

Perguntas:


Qualquer um pode ser Deus menor?

Sim, mas devem seguir alguns critérios:
1. Estar no fórum a mais de 1 semana
2. Ter noção de narração e combate
3. Saber tudo que tem no Tutorial de combates, rodadas e turnos


Como eu faço para ser Deus?

Mante um MP (Mensagem Privada) para mim, Poseidon, e eu negociarei os cargos com quem estiver interessado.


Mas eu quero ser Olimpiano, como faz?

Primeiramente, todos deveram começar …


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Missão One-Post // PETALA

por Deméter em Sex 30 Dez 2016 - 16:57

Deméter

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Deusa Olimpiana
Deusa Olimpiana
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Uma experiente filha de Atena, conhecida como Petala, estava andando pela floresta do Acampamento Meio-sangue, próxima a Colina que demarca os limites mágicos do local, quando, repentinamente, viu um pequeno urso pardo caído no chão. Após muito observar, ela percebera que ele estava morto. Receosa, aproximou-se dele. Seu comprimento era tal qual o de um urso bebê. Uma faca estava presa ao seu corpo, próximo de sua perna. Avaliando-o mais cuidadosamente, descobrira que o ursinho era de pelúcia. Ao pegá-lo, instantaneamente ele retornou à vida; saltou das mãos da semideusa, retirou a lâmina de se corpo e não tardou a atacá-la.

Instruções:
Missão Externa One-post para Petala.

- Tempo no local: 14ºC, manhã. Cerca de 10h;

- Prazo para postagem: até dia 01/02/2017, às 23h59min59seg

- Prêmio Máximo: Além de dracmas e experiência, poderá conquistar uma benção para o Pet

→PONTOS OBRIGATÓRIOS:

1 ▬ Relate como enfrentou o pequeno urso e como encontrou, em meio às pelúcias do 'monstrinho', um bilhete com os dizeres: " Pertencente à loja Mikhaj - Pet Shop. Caso você tenha encontrado este aviso, favor contatar-nos via MI. "

1.1 ▬ Intrigada com o fato, vai perguntar à Quíron o significado daquilo. Em resposta, o centauro autoriza-a a ausentar-se do Acampamento, garantindo total proteção à sua árvore pessoal.

2 ▬ Encontre a Pet Shop. Detalhe o local de sua localização e como a loja é interior e exteriormente. Deverá achar, espalhados por prateleiras por toda a loja, milhares de pelúcias de infinitas espécies de animais. Descreva ao menos 6. O local estará deserto, a não ser por duas ou três jaulas com grandes cachorros dentro delas, um grande pássaro roxo e os brinquedos. De alguma forma (narre-a), assim que depositar os restos do ursinho abatido anteriormente sobre o balcão, ativará uma mensagem holográfica, que explicará a você:

2.1 ▬ Que, espalhados por 5 cidades em Nova York, estão oito exemplares das 'Pelúcias Mikhaj'.

2.2 ▬ Dentro de cada pelúcia, há um pedaço de cristal azul que, conectado corretamente com os outros sete, formará a chave que abrirá o local onde todos os animais da loja estão, libertando-os para a natureza novamente. Eles estão trancafiados há duas semanas, sendo que o suprimento de água e comida deles apenas durará por mais três dias. Caso a conexão seja feita erroneamente, um fragmento irá retornar ao corpo da última criatura 'abatida' (caso isso aconteça, narre a nova batalha);

2.3 ▬ Antes da mensagem explodir e uma grande nuvem de fumaça aparecer, é dito a você: 'Apenas o Amuleto das Nações poderá abrir o caminho para que a liberdade seja conquistada';

3 ▬ Assim que a nuvem cinzenta se dissipar, procure e ache um pequeno amuleto referenciado à você. (Detalhe como o encontrou e como ele é. Lembre-se da frase acima!). No amuleto, um ponto azul começa a brilhar. Siga a direção para que este ponto está apontando para achar a Pelúcia viva mais próxima.

4 ▬ Todas as pelúcias estarão acompanhadas de um 'Guardião-monstro', cada um diferente do anterior. Escolha - ao mínimo 5 dos já indicados (ver final do post) - os 8 Guardiões. Mas lembre-se: para conquistar cada fragmento do cristal, deverá matar o guardião e , após enfrentar a pelúcia, relatar onde você achou o item que procura.

4.1 ▬ Observação importante: Por algum motivo, os grandes ursos de pelúcia apenas começam a se movimentar quando seu respectivo Guardião morrer. Use isto como vantagem!

5 ▬ Assim como seus guardiões, as 8 pelúcias a serem enfrentadas serão diferentes entre si, todas obrigatoriamente 'gigantes'; alguns de sua altura, outros um pouco menores, outros um tanto maiores. Entre os animais escolhidos não poderá ser citada a opção de 'Urso de Pelúcia gigante' ou qualquer tipo de urso. Procure usar sua imaginação e ache outros oito tipos de animais!

6 ▬ Para cada pelúcia que encontrares, relate onde e como o fez. Procure ser bastante criativa quanto à isso.

7 ▬ Assim que recuperar todos os fragmentos e os conectar, tente abrir o local onde os animais estão sendo mantidos como reféns. Primeiramente, não conseguirá fazê-lo. Então, lembre-se da frase dita pelo holograma anteriormente, interprete-a e, de alguma maneira, utilize-a para libertar os animais aprisionados. Entre eles, escolha um - seja ele grande, pequeno, gigante, mitológico, geneticamente modificado ou comum aos mortais - para ser seu escolhido (este será o Pet que poderá ser entregue a ti). Detalhe-o o máximo que puder.

- Podes adicionar outros pontos em sua narrativa, a fim de deixá-la melhor;

- Descrevam suas ações, sentimentos e emoções no post, mas SEM ENROLAÇÕES. Caso a introdução (parte que o narrador escreveu) esteja muito longa ( quase a metade do post), descontos serão feitos;

- Não terá mínimo nem máximo de linhas, porém tenha ciência do item acima;

- Em CODE ou SPOILER, diga quais poderes utilizou e quais foram os itens levados/utilizados;

- Caso tenham uma dúvida ou não possam postar até o prazo estipulado, mandem um MP para o deus que concedeu a ondepost com o assunto "Dúvida na Missão”, com o motivo da falta/dúvida. Dependendo da desculpa para o atraso, o prazo será aumentado em 24h. Caso não poste até o último prazo, haverá uma punição;

- Boa Sorte!

#1

Re: Missão One-Post // PETALA

por Petala em Sab 31 Dez 2016 - 1:19

Petala

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Filho(a) de Atena
Filho(a) de Atena
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A manhã estava fria, porém o dia continuava lindo. Escorada numa árvore via entediada os outros campistas correrem brincando, principalmente os filhos de Hermes, e eu isolada de todos pensando com meus botões. Para sair daquela monotonia caminhei sem rumo pelo acampamento fazendo carinho em minha cadela infernal. Já estava próxima à famosa colina que demarca a proteção mágica do acampamento, quando me deparei com alguma coisa no chão, curiosa me aproximei um pouco e identifiquei como sendo um animal, só que ele não se mexia.

#Pensamento# Ele está morto, que horrível. ~ Coloquei as mãos na boca chateada.

Aproximei-me receosa do pobre animal, pois ele estava um tanto fora da proteção mágica. Fiquei intrigada com a forma do pelo dele, não parecia real, mas logo vi uma faca cravada naquilo que eu podia jurar ser um filhote de urso. Agachei-me e quando o toquei para colocá-lo no colo ele tomou vida e saltou da minha mão, dei um grito de susto e levantei-me rapidamente, por reflexo saquei minha espada.

O ursinho segurava uma faca e estava pronto para me atacar, só que ele não teria a menor chance contra mim. Era muito mais rápida e mais forte, parti para cima dele e o cortei de várias formas. Impiedosa me aproximei e cravei minha adaga na barriga, como golpe final saí rasgando-a. Para minha surpresa em meio ao algodão tinha um papel escrito:

"Pertencente à loja Mikhaj - Pet Shop. Caso você tenha encontrado este aviso, favor contatar-nos via MI".

#Pensamento# Aquilo não fazia o menor sentido, o que era MI? Por que um bichinho de pelúcia me atacaria? Por que ele criaria vida? Como ele tinha parado ali? Que estranho...

Estava com muita adrenalina correndo em meu corpo, tomar um susto e depois estraçalhar alguma coisa te produz isso, vai por mim. Corri a mais rápida possível até o escritório de Quíron crente ele saberia me explicar aquilo. Peguei-o de surpresa, eufórica contei tudo e mostrei o papel.

_MI é uma mensagem de íris Petala, vamos enviar e ver o que nos aguarda. ~ Me senti um pouco estupida por não ter sacado de primeira e coloquei a culpa na adrenalina. Quíron, por sua vez, se aproximou da fonte da sua sala e após jogar um dracma recitou. _ Ó, deusa do arco-íris, mostre-me Mikhaj Pet Shop.

A imagem que se formara era tão misteriosa quanto o recente ataque, mostrava um corredor sujo com algumas portas, numa porta negra feito ébano (diferente de todas outras) pendia uma placa estava escrito Mikhaj Pet Shop.

_Quíron, não consegue “entrar” na loja e conversar com o dono? ~ Perguntei.

_Por algum motivo que desconheço a porta está magicamente fechada, minha querida. Precisamos averiguar isso. Vá até lá e nos envie uma carta depois com o relatório. ~ Disse em tom de ordem.

_Mas Quíron, como vou chegar lá? Não faço a menor ideia de onde é.

Quíron apontou para um lugar em especifico da imagem, ao lado da porta do pet, era possível ver uma placa com dados da rua Elizabeth Ann Seton Shrine ST 79. New York era meu destino então.

_ Essa loja esta próxima do parque Battery, é um dos poucos lugares naquela altura de NY com uma íngreme floresta, não tem erro. Pegue um dos cavalos alados no estábulo e vá para o seu destino. Não o faça sair de NY Petala, poderá ser demais para ele. ~  Sinalizei com a cabeça acatando a ordem.

Assenti com o pedido então fui até sua mesinha e peguei um mapa da cidade.

_Quiron tem mais uma coisa! ~ Olhei para o chão envergonhada. _ Levarei a Fofuxa comigo, sempre me sinto mais segura com ela por perto. Obrigada, mestre Quíron.

Não precisaria de mais nada, minha mochila sempre estava pronta para caso precisasse sair com urgência. Chamei Fofuxa e mentalmente passei para ela as coordenadas de onde ela teria que me encontrar, e que permanecesse nas sombras até eu chegar.

Vestimenta:
- Vestido grego pano leve ( altura dos joelhos)  com abertura na lateral direita.
-Pulseira no braço esquerdo [Transmutação Escudo]
-Bainha para adagas na minha coxa direita com minha adaga presenteada por Afrodite
-Tatuagem rosa negra no pulso direito [Adaga venenosa]
- Pingente da Coruja***
-Anel da Intuição
- Sandália trançada sem salto.


Mochila:
-Calça jeans, blusa e botas
-Faca de Arremesso (x10)
- Esfera explosiva [Grande]
-Faca de Caça [Bronze Celestial] ♡
- Barra de Ambrosia (x7)
- Cantil de Néctar (x5)
- Soro Curativo (x2)
- Kit de Armadilhas (x5)
- Apito para Patos Ateniense
- Isqueiro Zippo
- Arome Caliente [Forte] (x3)

CelaFofuxa:

- Espada longa
- Cantil com água
- Flauta do Vale
- 2x Ração [Comum]
- Whiskas Sachê [Mítico]  
- Lança Média [Venenosa][Cedro Olimpiano & Bronze Celestial]

DescriçõesItens:
***Garante 2 pontos extras na habilidade Regeneração de Minerva.
*-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

*--*Elemento nas três lâminas, que aparecem e desaparecem quando o anel do dedo médio da semideusa é puxado.

*2* - Quando tocado, o Guardião Invoca um Espirito da Natureza para lhe ajudar. O tipo de espirito fica a critério do narrador e poderá ser usado uma vez por batalha.

♡ Esta faca de caça rudimentar sempre retornará à cintura do Guardião, não importa onde esteja.

☢Uma flauta de madeira polida que ao ser tocada pelo semideus irá evocar aos poucos espíritos da natureza dominante (ou seja, druidas em florestas, aureae em lugares com muitos ventos, dríades na praia/rios, etc). Os espíritos podem conversar, aconselhar ou até prestar auxilio em batalha, a depender do desenrolar do diálogo.

Demorei quase 1 h para achar o local. Assim que desci do cavalo agradeci a Zeus por estar em terra firme novamente, fiz um carinho nele e pedi para que ficasse ali e só saísse se algo perigoso o ameaçasse. Me certifiquei, com a benção de Artêmis, que Fofuxa já estava ali e segura. O lugar pelo lado de fora era exatamente como na imagem, exceto pelo cheiro horrível de peixe. Tampando no nariz segurei a maçaneta da porta com o nome da loja e empurrei. Barulhos de sinos gritaram minha chegada, mas ninguém, tanto na rua lá fora quanto dentro da loja dava sinal de vida.

_Uau! ~ Não pude conter minha surpresa com o lugar. Era enorme e lindo, cheio de prateleiras com pelúcias e muitos produtos para animais. No teto pendiam várias coisas, mas o que me chamava à atenção eram jaulas enormes, não conseguia imaginar quais animais ficariam ali dentro. Dentro delas tinha diversos animais, inclusive cachorros grandes demais, fora do normal, e uma espécie maravilhosa de pássaro que eu desconhecia, sua plumagem viva e seu longo rabo roxo era deslumbrantes.

_Hey, alguém? Oi? ~ Chamava por alguém enquanto caminhava pelas estantes. Numa mão segurava o ursinho que me atacara e com a outra tocava os que estavam na prateleira. Todos, de alguma forma me chamavam a atenção: Seus olhinhos e feições não eram dignas de pelúcia, eram tristes e aquilo me dava uma agonia que não conseguia explicar. Um touro, leão, cachorro, um golfinho, um pássaro, coelhos, diversos outras espécies naturais ou mitológicas jaziam solitárias e meu coração apertava por aquilo de alguma forma, estranho, eram só pelúcias, mas o aperto era real.

_Alguém? ~ Gritei mais uma vez escorada no balcão e ninguém respondia, cansada daquilo, coloquei o ursinho na prateleira pronta para bater palmas, porém meus sustos com aquele ursinho não tinham acabado na colina, uma mensagem, uma imagem apareceu e começou a falar comigo:

“Espalhados por 5 cidades em Nova York, estão oito exemplares das 'Pelúcias Mikhaj'. Dentro de cada pelúcia, há um pedaço de cristal azul que, conectado corretamente com os outros sete, formará a chave que abrirá o local onde todos os animais da loja estão, libertando-os para a natureza novamente. Eles estão trancafiados há duas semanas, sendo que o suprimento de água e comida deles apenas durará por mais três dias. Caso a conexão seja feita erroneamente, um fragmento irá retornar ao corpo da última criatura abatida”

Olhei para trás assustada, todos aquelas pelúcias eram animais presos e condenados. Teria que fazer alguma coisa. Não precisava ser guardiã de Pã para tomar as dores para si, mas o fato de ser só intensificou ainda mais.

“'Apenas o Amuleto das Nações poderá abrir o caminho para que a liberdade seja conquistada“

Depois disso uma explosão seguida de uma fumaça densa tomou conta de onde estava. Me afastei ávida por ar limpo então estava só novamente.

Tinha uma fonte linda próxima ao balcão, lembrei de Quíron, precisava explicar que ficaria fora por mais tempo, e tudo que estava acontecendo. Assim que a imagem de íris se foi olhei para baixo da fonte e tinha algumas dezenas de colares, amuletos e coisas exotéricas. Já logo pensei na frase do amuleto. Peguei a gaveta com as peças espalhei-os, dentre váriso outros toquei um e tinha certeza que era ele. Muitas coisas do mundo mágico não conseguimos explicar e particularmente nós filhos de Atena somos sensíveis a estes objetos. Peguei aquele que eu sentia ser o certo e analisei.

Amuleto:
Continha um círculo central vazio e outros 7 menores pendurados, cada um numa forma diferente e apenas um se repetia, não sabia porquê.

Assim que coloquei o colar no pescoço todas as 7 pontas apontaram para uma mesma direção, todas brilhavam azul. Deixei-me seguir, mas antes de sair da loja peguei duas mochilas para trilha e coloquei-as na cela do meu pégaso.

_Bom isso é um roubo, mas estou perdoada, essa loja é do mau. ~ Olhei para o lado, procurando mais alguma coisa para levar, mas não tinha, a não serem pelúcias e coleiras.

Montada no pégaso fui guiada pelo colar sem tirar os olhos do mapa, a questão era que, mesmo com um mapa em mãos, eu sabia que meu destino era incerto, já que estava sendo guiada por um item mágico. Enfim cheguei onde a luz azul se intensificou. Com certeza era meu primeiro destino.

_Bem, acho que estou no tal parque que Quíron disse.

Continuei andando guiada pelo colar e entrando cada vez mais na floresta, cheguei num ponto íngreme com árvores grossas e muito resistentes. Perto de uma clareira, onde a luz azul do amuleto estava mais forte, avistei uma pelúcia, o estranho era que ele estava no que era para ser em cima de um lago, só que estava congelado, sim, congelado. Olhei para o sol a pino, não estava frio. Cruzei o lago congelado.

_Nossa, foi fácil! Desse jeito acabo tudo antes da noite cair. ~ Caminhei ingênua até o ursinho polar que descansava inerte naquele gelo.

Assim que peguei no ursinho uma onda de vento gelada tocou a minha pele me obrigando a olhar para trás. O que me aguardava não tinha menos que 2 metros e meio, era enorme e bárbaro*.

_Largue-o de volta. ~ Disse ele rouca/grosseiramente depois de cuspir no chão.

_Mas quem é você? Preciso pegar algo dentro desse urso, preciso libertar muitos animais que estão presos.

_Não pegar amuleto dos deuses. Eu hiperbóreo Marc matar você ~ Veio em minha direção correndo.

Batalha1:
Agora a batalha tinha começado de verdade, minha maior desvantagem era não conseguir andar como ele no gelo, precisava sair de lá. Com um machado quase que do meu tamanho ele caminhava tão seguro e arrumou tanta força para desferir aquele ataque cortante horizontal que não tive escolha senão pular para lado, só que deslizei por mais tempo que esperava e perdi o equilíbrio, caindo de cara no chão.

_Ai, pelo menos não doeu tanto quanto o corte daquele machado. ~ Coloquei a franja para trás da orelha. O ursinho escorregara da minha mão e deslizou um pouco para longe.

Mais uma vez o Marc investiu contra mim, corri dele em direção à terra firme. Infelizmente minha velocidade não valeria de nada naquele piso escorregadio. Ele me alcançou com facilidade depois de alguns metros vencidos e desferiu outro golpe horizontal, que desviei com dificuldade num rolamento.

Quando consegui me por de pé fui surpreendida por um chute nas costas que me fez deslizar até o final da pista.

_ Arg! ~ Estava com dificuldades para respirar. _ Ele é muito forte. Mas essa sensação de formigamento onde fui atingida é estranha.

Saí em direção à floresta e me escondi por entre as árvores, ativo [Camaleão]. Agora era a minha vez de usar meu habitat. Sem muita demora Marc já estava no mesmo lugar que eu, a diferença era que eu conseguia vê-lo. Para irrita-lo comecei a brincar com seus sentidos. Ordenando que Fofuxa, pelas sombras das árvores, fizesse barulhos em vários lugares diferentes. Confundindo-o da minha real posição. A cada local diferente do barulho de minha cadela,  a raiva crescia em meu oponente deixando-o em fúria. Era o que eu queria.

Só que não esperava uma reação como aquela, Marc, num acesso de raiva congelará várias árvores na direção oposta a mim, e estava congelando outras que logo me alcançaria. Agora tinha que pensar rápido ou viraria um picolé sabor semideusa.

Ordenei que, por telepatia [Benção Artêmis], que Fofuxa fizesse um barulho no lado oposto a mim e saltasse na direção dele. Usando da minha velocidade, que era muito superior à de Marc em terra firme, corri em sua direção, ele só conseguiu ver a minha cadela e defender-se dela, tarde demais, já estava atrás dele com minha adaga envenenada em mão cravei-a na base da coluna dele, era onde conseguia alcançar, mas já era fatal, ele podia ser um gigante do gelo, mas era humanoide. Marc caiu no chão imóvel urrando de dor.

_Marc, desculpe mas você está tetraplégico, onde eu acertei esse é geralmente o resultado, vou acabar com o seu sofrimento.

Arranquei minha adaga da coluna do hiperbóreo e caminhei analisando-o. Aproximei de sua cabeça e a levantei com minhas duas mãos, encarando-o nos olhos. Tão próxima dele pude sentir a sua dor, muito além da física, na alma.

_Peço que me perdoe Marc. Nossos destinos se cruzaram da pior forma possível, você tinha que defender o objeto e eu teria que pegá-lo. Você morreu como um guerreiro, eu vou me lembrar disso. ~ Acariciei suas bochechas com o polegar, assim que ele assentiu num sorriso fraco enfiei minha adaga em seu pescoço. Uma luz azul boreal forte começou a sair, o mais rápida possível me afastei e uma explosão gelada aconteceu criando várias estalactites nas árvores. Quando voltei tudo estava congelado e minha adaga estava caída no chão. Os últimos vestígios de Marc se unia a lufada glacial. Dei alguns minutos de luto até me lembrar do ursinho de pelúcia polar.

Quando cheguei onde tinha deixando-o não estava mais lá, um aperto no meu coração surgiu então ouvi um barulho na floresta. Fui a mais rápida possível por entre a floresta e lá estava um urso polar gigante, vivo!_ Com você também não. ~ Lamentei lembrando do ursinho na colina.

Era quase um crime para mim ter que lutar contra animais, sendo uma protetora da natureza, porém se eu não o fizesse TODOS os demais teriam que pagar as contas. Não podia perder tempo, o destino de vários outros dependiam justamente do tempo que eu levaria para resgatar todas as pedras. Antes mesmo dele conseguir armar seu bote saltei em sua direção e cravei minha adaga no seu peito, e rolei para o lado. Com os efeitos paralisantes dos meus espinhos não demorou muito e o urso jazia no chão. Sem mais tempo perfurei seu crânio, no mesmo instante ele se transformou numa pelúcia gigante. Rasguei-o ávida pelo cristal, encontrei na pata superior esquerda. Era boa em geometria, já sabia exatamente em qual parte do colar aquele sólido se encaixaria.

Habilidades:

Nível 1 - Sabedoria: Por ser filho de Atena, você é o mais sábio entre os campistas, e saberá usar sua inteligência em batalha. Também pode ler muito rapidamente, e em qualquer língua ou dialeto. (+5 INT)
Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com habilidade. (+5 AGI)
Nível 2 - Gênio: Sendo filho da deusa da sabedoria, você é bem mais capacitado mentalmente do que os demais semideuses. Consegue assimilar as coisas e raciocinar com mais agilidade que todos os outros, o que pode lhe permitir melhor desempenho nas batalhas. (+5 INT)
Nível 5 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida e 5 pontos de energia por rodada, quando estão em batalha.
Nível 7 - Boa Memória: O filho de Atena tem facilidade pra se lembrar das coisas que acontecem, então não tentem enganá-los.(+7 INT)
Nível 8 - Presciência: Os filhos de Atena conseguem, na posse de um escudo e alguma outra arma, realizar contra-ataques, usando o escudo para o bloqueio e sua arma para rápidos ataques.(+5 AGI)
- Adaga  Envenenada = *-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

_Agora faltam 7. ~ Sorri, por desespero ou orgulho não sei. Tinha começado bem mas ainda faltavam muitos.

Voltei para meu pégaso, sentia minha adaga com uma temperatura muito diferente. Evitava seu contato com minha pele, e mesmo enrolada na minha manta podia sentir um frio semelhante ao glacial de Marc.

Poderia me acostumar com o colar me guiando para onde eu devia ir, um pouco mais demorado chegamos ao meu próximo destino, graças a minha noção de mapa eu imaginava estar perto de North and Ave, não sabia ao certo pois não estava mais prestando tanta atenção assim no caminho.

Para pousar foi mais difícil, estávamos numa escola com muitos alunos do lado de fora, não podia ser vista pelos humanos montada num cavalo que voava. Pégaso sabia como fazer, voou alto em direção ao sol, e na mesma posição desceu rápido no terraço da escola. Pedi para que se escondesse e ficasse atenta para que caso alguém chegasse ela alçasse voo.

_Vou tentar ser rápida. ~ Disse já saindo guiada pelo colar com sua luz intensa. Sempre que ouvia as poucas pessoas no corredor me escondia para depois continuar meu caminho. Cheguei numa sala enorme, escrito ginásio na porta, passei, certificando-me que estava vazia. Tranquei a portar com uma cadeira prendendo a maçaneta. _Não posso ser vista, eu tenho que ser rápida.

Batalha2:
Do outro lado da sala tinha um castor de pelúcia, corri para pegá-lo, precisava sair daquele lugar cheio de crianças. Quando me aproximei escutei pinçadas saindo por detrás das bancadas então parei a poucos metros da pelúcia.

_Mas o que será isso? ~ Os barulhos estavam mais altos e de ambos lados da quadra apareceram dois escorpiões gigantes. Deviam ter aproximadamente 3 metros, isso sem contar aquelas caudas monstruosas. _ Por Zeus, nunca vi algo assim!

Pensei em pegar a pelúcia e correr dali mas antes disso já estava sendo alvo das rabadas agilíssimas dos monstros. Me permiti uma ação muito inteligente: Correr. Ambos viam violentamente, entre rabadas que destruíam o chão e pinçadas mortais caso me acertasse. Nem mesmo minha agilidade natural parecia páreo para aquela quantidade incrível de pernas deles. Corri para debaixo da arquibancada de madeira e apenas um continuou atrás de mim, estava certa que o outro já armava uma emboscada do outro lado, caso confirmado, quando ouvi por cima de mim, em cima das escadas, pisadas pesadas. Vez ou outra o que estava em cima enfiava a calda e quase me acertava.

Estava apavorada. Próximo à saída o que me acompanhava por trás mirou uma picada que por sorte saltei para frente, seu rabo ficou preso ao chão, seria a chance que eu teria para acerta-lo, quando pensei em me aproximar uma calda apareceu a cm do meu rosto e dela eu pude ver gotas de veneno escorrerem e quando caíram no chão corroeu-o. Dei meia volta e fugi dali deixando aquele preso para trás. Quando saí debaixo da arquibancada me deparei com o outro.

Corri para a outra arquibancada, mas dessa vez por cima (receber ataques sem ver não tinha sido uma boa ideia). Continuei sendo alvo, estava cansada de me sentir impotente e não atacar, fora que ficar correndo não era digno de uma filha de Atena. Mesmo assim aquele veneno me parecia um bom motivo para uma pessoa sã correr. O escorpião desferiu algumas rabadas e em todas eu sentia o chão tremer, era isso. Parei de correr e num rolamento para o degrau debaixo escapei de uma picada. Levantei e observei aquele monstro que também parou de correr e pinçava o ar ansioso para me ter entre suas garras, corri a mais rápida que conseguia na direção do monstro, e toda vez que desferia uma picada eu me jogava para frente ou para o lado. O chão abaixo de nós estava todo danificado, já estava todo estalando quando eu descobri que era a hora certa. Voltei a correr do escorpião que mais uma vez deu uma picada no chão quase me acertando, porém a superfície cedeu e num perímetro considerável desabou. Saltei quando meu chão também cedeu e fiquei pendurada numas hastes de ferro.

Abaixo de mim tinha um escorpião soterrado, escorreguei e fui até ele, o mais rápido possível enfiei minha adaga em sua cabeça antes que aquela cauda me fizesse de alvo. Escutei mais pinçadas do outro lado da quadra. Ainda faltava um. Fui ao seu encontro no meio da quadra, com a falsa segurança que criei após ter matado um. Lembrei que o mais certo era correr quando precisei desviar da picada por pouco.

Corri e de propósito me encurralei na parede, agora ele iria querer brincar comigo, fiquei parada até ele me alcançar e quando desferiu uma ferroada me joguei para o lado deixando-o preso na parede. Seria fácil acabar com ele se não faltasse ainda aquelas pinças gigantes.

Transmutei meu escudo e aproveitei que ele estava preso e sem poder se mover fui para cima com minha adaga. Defendia das pinçadas mantendo o ângulo do escudo de tal maneia que eles não conseguissem agarra-los e sim que escorregasse pela superfície e contra-ataquei. Cegando com a lâmina da minha adaga.

Pela dor na mesma hora ele soltou o rabo e começou desesperado a desferir golpes em todos os lugares, corri desesperada de lá. O mais longe possível assisti a terrível cena: O escorpião picava tudo que ele conseguia, desde o chão até a arquibancada, cego e enfurecido. Esperei o veneno começar a agir e depois de um bom tempo, assistia a um escorpião trocando pernas, era agora.

Chamei o escorpião para onde jazia o outro. Estava em cima da arquibancada novamente e iria usar da mesma estratégia. Por estar grogue demais, foi até mais fácil. E mais uma vez, soterrava um escorpião. Finalizei o segundo com um furo no crânio. Estava disposta, pela primeira vez a tirar proveito dos meus oponentes, com minha faca e tomando muito cuidado fui até o rabo dos dois escorpiões e cortei, com minha adaga, seus ferrões.

Enquanto serrava o segundo ferrão fui surpreendida em minhas costas por um furão ensandecido. Era pesado e gordo, de um tamanho anormal. Caí ao chão e comecei a rolar com aquele animal maluco. Estava sendo toda mordida e arranhada, quando por reflexo enfiei aquele ferrão em sua barriga, toda a pelúcia dissolveu e só restou o cristal em meio a algodões derretidos.

Habilidades:
Nível 1 - Sabedoria: Por ser filho de Atena, você é o mais sábio entre os campistas, e saberá usar sua inteligência em batalha. Também pode ler muito rapidamente, e em qualquer língua ou dialeto. (+5 INT)
Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com habilidade. (+5 AGI)
Nível 2 - Gênio: Sendo filho da deusa da sabedoria, você é bem mais capacitado mentalmente do que os demais semideuses. Consegue assimilar as coisas e raciocinar com mais agilidade que todos os outros, o que pode lhe permitir melhor desempenho nas batalhas. (+5 INT)
Nível 5 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida e 5 pontos de energia por rodada, quando estão em batalha.
Nível 7 - Boa Memória: O filho de Atena tem facilidade pra se lembrar das coisas que acontecem, então não tentem enganá-los.(+7 INT)
Nível 8 - Presciência: Os filhos de Atena conseguem, na posse de um escudo e alguma outra arma, realizar contra-ataques, usando o escudo para o bloqueio e sua arma para rápidos ataques.(+5 AGI)

- Adaga  Envenenada = *-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

Cheguei numa grande janela e chamei por pégaso, não queria ver como os humanos veriam aquela destruição toda. Enfiei os dois ferrões numa das bolsas amarradas à cela e segui caminho guiada pelo colar.

_Nossa essa foi por pouco. Parece que toda pelúcia terá algum tipo de guardião.

#Pensamento# Não posso mais ficar sendo pega de surpresa, numa dessas irei de encontro com as parcas. Pelo visto terei que começar a me preparar também.

Continuei seguindo guiada pelo amuleto, prometi para meu pégaso que depois dessa iríamos descansar. Dessa vez a viagem foi muito mais longa e cansativa. Sentia cada músculo do pégaso implorar por descanso, quando decidi que já estava demais para ele continuar meu amuleto brilhou naquela luz azul que eu já conhecia. Como não tinha tempo para gastar com muitas paradas teria que resolver aquilo primeiro.

Estávamos, não sabia ao certo, numa montanha rochosa de Clinton muito alta, porém acreditava ser usada para passeio e trilhas pois margeando em espiral toda montanha tinha um caminho que poderia passar uma pessoa de cada vez. Meu colar apontava para a outra montanha em frente a que eu estava, uma ponte de madeira bem grande e larga unia as duas. Não queria que pégaso voasse mais um metro que fosse, cruzaria a ponte a pé.

_Tomara que não seja tão perigoso quanto aqueles escorpiões. ~ Disse já íntima do pégaso. _Boa garota. ~ Passava a mão em sua cabeça e sorria, deixei-a num lugar com plantação rasteira, ótima para ele se alimentar.

Batalha3:
Cruzei a ponte tranquila, pela intensidade de azul do colar a pelúcia não estava tão perto ainda, caminharia um pouco até chegar nela. Estava cansada, mas não me daria ao luxo de parar para descansar enquanto aqueloutros animais precisavam de uma atitude.

Embrenhei pela floresta confiante no meu caminho guiado e atenta ao meu redor, porém o que eu vi próximo ao meu mais novo cristal/pelúcia, poderia ser visto de qualquer lugar dali, nada mais que aproximadamente 7 ou 9 metros de altura munidos de um terrível cheiro de carne podre, lestrigões era uma raça de gigantes que eu conhecia bem.

#Pensamento# Pelas barbas de Pã, isso é impossível, não posso lutar contra aquilo, não tenho condições físicas para tanto. Vou falhar de novo...

Imagens do meu bairro sendo invadido por gigantes veio à tona, naquela época nada consegui fazer, era pequena demais, impotente demais. Sentei escorada numa arvore para que ele não me visse e abracei meu joelho, chorando em rios. Meus irmãos tinham sido pegos por uns deles.

_Merda de semideusa que eu sou. ~ Levantei enxugando as lagrimas e fui em direção ao pégaso. _ Se eu voltar para o acampamento agora, ainda da tempo do Quíron enviar outra pessoa.

Aproximei da ponte e logo avistei meu pégaso comendo satisfeito a grama seca, segurei com uma mão uma das cordas que seguravam a ponte e sequei as últimas lágrimas disposta a desistir.

_Não poderia enfrenta-lo mesmo, nossas forças nem se comparam. ~Olhei para as cordas da ponte.

#Pensamento# Espera, a inteligência sobrepõe a força. É isso! [Estrategista]

_Uma queda dessa altura é fatal até mesmo para ele. ~ Sorri enquanto calculava a altura da queda, devia ter uns 80 metros de pura queda livre no chão seco do lugar.

Saquei minha adaga e comecei a serrar a corda, serrei todas até a metade para que pudesse suportar meu peso. Estava embriagada com a solução que eu encontrara, agora era só atrair o grandão para minha armadilha improvisada. Esperei anoitecer, sabia que a visão daquela espécie não era das melhores, aproveitei também para descansar um pouco, antes de ir ao encontro com meu grandão, deixei pégaso pronto para a ação.

_Vou precisar de você. Fique atenta querida. ~ Passei a mão em seu focinho.

Quando me aproximei de onde o lestrigão e a pelúcia estavam entendi sua forma e assimilei a uma lenda que meu pai contava, dos gigantes comedores de bodes e suas ovelhas carnívoras. Adivinha qual era o animal da pelúcia? Sim, uma ovelha do tamanho de um boi ou maior. Camuflada por entre as árvores e contando com a precária visão do lestrigão aproximei da ovelha de pelúcia e ordenei para a Fofuxa que a carregasse e cruzasse a ponte, não era pesada, mas não era fácil de leva-la do mesmo jeito. Voltei para uma posição favorável para mim na clareira e gritei.

_Será que você é tão burro a ponto de não notar que já roubei sua ovelha há muito tempo? ~ Provoquei, outro ponto que contava nas lendas era sobe o tamanho do cérebro deles. Usaria isso ao me favor, claro.

_Devolva para Pelonis, agora! ~ Urrou de raiva, arrancou uma árvore (isso foi pessoal, ele pagaria por isso, guardiã, dã?) e começou a correr em minha direção.

Achei que era mais rápida, claro que as árvores me ajudava. Porém suas passadas gigantescas contavam para alguma coisa, inclusive para derruba-las ao invés de atrasá-lo, como supus. Em pouco tempo estávamos próximos a armadilha. A única parta que dera errado no plano é que Pelonis me alcançou no meio da ponte, resultado? Nós três caímos ( eu, Pelonis e minha auto estima). Assoviei desesperada com a queda e quando estava pronta para me entregar as parcas vi um meteoro rasante, era pégaso vindo em minha direção num voo incrível, e mais incrível ainda foi ela me alcançar e num acento brusco estava mais uma vez plainando.

_Não!!! ~ Ouvi o grito do lestrigão e depois um assombroso baque.

_ Vamos até lá embaixo garota. ~ Bati minha mão no seu pescoço e mergulhamos metros abaixo até pousar, estava dolorida com o baque, porém meu sangue estava quente de ter corrido de um gigante.

A cena que eu vi era no mínimo assustadora, o chão ao redor do lestrigão se levantara em rachaduras.

_Humm ~ Pelonis gemeu, ele ainda, de alguma forma, estava vivo.

Estava pasma e meu cérebro agiu em automático, corri na direção do gigante que lutava para recobrar sua consciência subindo em cima do seu peitoral sem dificuldades cravei minha adaga no pescoço do grandão. Na mesma hora senti seu corpo tremer e relaxar.

Estava morto, mas eu queria mais. Todas lembranças da minha casa sendo destruída por seres da mesma espécie me enfureceu, com minhas mãos e adaga arranquei fora o olho de Pelonis e levantei-o em troféu pela conquista.


Habilidades:
Nível 1 - Sabedoria: Por ser filho de Atena, você é o mais sábio entre os campistas, e saberá usar sua inteligência em batalha. Também pode ler muito rapidamente, e em qualquer língua ou dialeto. (+5 INT)
Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com habilidade. (+5 AGI)
Nível 2 - Gênio: Sendo filho da deusa da sabedoria, você é bem mais capacitado mentalmente do que os demais semideuses. Consegue assimilar as coisas e raciocinar com mais agilidade que todos os outros, o que pode lhe permitir melhor desempenho nas batalhas. (+5 INT)
Nível 5 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida e 5 pontos de energia por rodada, quando estão em batalha.
Nível 7 - Boa Memória: O filho de Atena tem facilidade pra se lembrar das coisas que acontecem, então não tentem enganá-los.(+7 INT)
Nível 8 - Presciência: Os filhos de Atena conseguem, na posse de um escudo e alguma outra arma, realizar contra-ataques, usando o escudo para o bloqueio e sua arma para rápidos ataques.(+5 AGI)
Nível 4 - Estrategista: Os filhos de Atena conseguem prever um movimento do inimigo ,tendo mais chance de acertar o alvo (de 30 a 50% mais chance). O uso desta habilidade requer 25 pontos de energia.

- Adaga  Envenenada = *-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

_Somente essa batalha me renderia uma poesia. ~ Fui interrompida por rosnados e balidos desesperados.

Quando me aproximei a ovelha/pelúcia ganhara vida, porém, para o seu azar isso assustou minha cadela infernal que agora estava com as presas cheia de estufa. Ordenei que Fofuxa largasse o que restou da ovelha e comecei a procurar pelo cristal e o encontrei no estomago dela, encaixei no amuleto. Peguei um pouco de algodão e enrolei no olho que eu arranquei. Levá-lo-ia, assim como os ferrões para o acampamento.

Sentada no pégaso voando para nosso próximo destino percebi o quanto estava cansada. Apostava que minha companheira alada também. Insisti para que ela ao menos suportasse a viagem até nosso próximo destino assim um pouco afastado de lá descansaríamos. Chegamos, onde ao meu palpite, era o Central Park, meu colar estava brilhando, sabia que o que me esperava estava próximo, então tomei uma direção um pouco diferente e me embrenhei na floresta, lá escorei numa árvore, depois de acomodar o pégaso, e fechei os olhos exausta.

_Olha lá! ~ voz 1
_Nossa ela é linda, parece uma ninfa. ~ Voz 2
_Ela não é daqui, nunca a vi por aqui. ~ Voz 1
_Mas é uma semideusa com certeza e tem a áurea da natureza ~ Voz 2
_Será que a gente acorda ela? ~ Voz 1


Fui acordada por dois sátiros, um era um tanto bonito, até mesmo para um sátiro. Espreguicei-me, o dia já tinha raiado.

_Onde estou? ~ Perguntei ainda com sono.

_No Central Park , o que é isso brilhando no seu pescoço? Porque esta brilhando tanto?

_Hãn? ~ Coloquei a mão no meu colar, droga. Ele estava ali.

Batalha4:
Ainda sentada ao chão encostada na árvore que dormi. Meu cheiro de semideusa, provavelmente estada fixado em todo perímetro daquela clareira. Estava tensa, o que quer que me esperava tinha me encontrado primeiro.

_ Mas o que? Esse cheiro, ele não é daqui. ~ Disse o sátiro bonito.

Olhei ao meu redor, todas as minhas armas estavam na cela do pegaso e ele devia estar pastando.
Levantei corajosa e fui seguindo o rastro desconhecido. Antes peguei um chicote de cipó cheio de espinhos que estava na mão de um dos sátiros.

_ Que estranho, esse cheiro me lembra a morte. ~ Disse o outro sátiro. Continuei andando com eles ao meu alcance.

Parei atrás de uma árvore congelada com a cena: Um cão, mas não era um cão qualquer, esse devia ter uns 2 metros de comprimento e de altura um pouco menor que eu. Apesar de todo aquele tamanho, o que me chamava a atenção mesmo era o fato desse ter 2 cabeças (sim, 2 mesmo, não estava louca ou dormindo).

#Pensamento# Preciso pesquisar o lugar e fazer uma emboscada.

Tarde demais. O cão já havia sentido meu cheiro de semideusa e me encarou nos olhos, logo então, soltou um latido ensurdecedor. Não adiantaria fugir, com certeza ele era muito mais rápido que eu. Não importa se era amigável ou não, vê-lo correr na minha direção não era um bom sinal, na verdade, me dava era pânico.

_Droga! Vou ter que enfrenta-lo agora! ~ Estalei o chicote de espinhos e fiquei na espera do monstro. Transformei-o na minha arma favorita.

O cão infernal começou a correr na minha direção e deu um salto, o máximo que consegui pensar era me esquivar, então dei um rolamento para a direita. Por questões de cm não fui pega e uma poça de baba de cachorro caíra no meu ombro.

_ Que nojo! ~ Limpei com o maior desprezo possível aquele baba.

Aproveitando da pouca distância lancei meu chicote no cão e o prendi em um dos pescoço ( lembrando que ele tinha mais um reserva). Usando do meu peso, joguei meu corpo para trás, afim de estrangula-lo.

Não dera muito certo pois o cão infernal começou a correr na minha direção, mesmo com o chicote preso em seu pescoço. Assim que ele saltou na minha direção rolei mas uma vez, só que dessa vez pela diagonal para frente sem soltar meu chicote.

PARECE que tudo o que faria seria uma frustração atrás da outra, pois o cão passara por mim com o salto e começara a correr disparado pela floresta, com meu chicote preso em seu pescoço. O resultado? Comecei a ser arrastada pelo chão da floresta.

_ Socorro! ~ Comecei a gritar ora outra enquanto tentava não comer muita terra.

Sem aguentar muito tempo a dor de ser arrastada, soltei meu chicote e tentei levantar. Sem muito sucesso, o máximo que consegui primeiramente era ficar de quatro enquanto tentava levar oxigênio para o meu pulmão. O cão aproveitou disso e investiu contra mim. Fiquei de joelhos e tentei transmutar meu escudo, mas ele pulara em cima de mim e o peso de um cão do inferno te faz esquecer de qualquer arsenal.

_ Arg! ~ Gemi enquanto me sentia esmagada da cintura para baixo.
Estava com metade da minha barriga para baixo presa. Minha respiração estava tão rápida quanto a do cão ( o que para mim, era um péssimo sinal). Se não fizesse alguma coisa morreria : fosse pela mordida, das bem próximas, duas bocas ou por falta de oxigênio.*

_ Me solta! ~ Clamei. Mesmo com minha pulseira, não podia tentar usa-la pois seus dois pares de olhos vermelhos estavam fixados em qualquer movimento meu.

Não era possível que aquele seria meu fim, enfrentara tanta coisa, estava cada vez mais perto, e eu seria derrotada por um só monstro? Não!

_ Deuses, me ajudem. ~ Roguei criado forças onde não tinha.

Não tive muito tempo para acompanhar  o que aconteceu em seguida: Fofuxa saltou para cima do outro cão infernal e ambos saíram rolando e se mordendo.  Ela definitivamente estava levando a pior pois ele tinha uma cabeça extra, então quando ela o imobilizava com uma delas a outra a mordia e a fazia sangrar.

O sangue....

Senti algo diferente em mim, estava completamente cega ao ver o sangue de Fofuxa escorrer por minha causa. Transmutei o meu escudo e saltei para o meio da briga.

_ Solte, Fofuxa! ~ Obedecendo minha ordem, mesmo com dificuldades Fofuxa largou o cão infernal eu o arremessei fazendo suas lâminas surgirem exatamente no momento em que ele fosse tocá-lo. Meu escudo atravessou facilmente a pelagem do cão e em meio a baba e poeira todo aquele peso se desfez.

_Nossa como você é forte. ~ Disse um dos sátiros.

_ Me sinto um covarde por ter travado com o cão, pior ainda foi tê-lo visto ser derrotado por uma dama tão linda como você. ~Sátiro.

_Meu nome é Petala Del Lune Champoudry, sou filha de Atena e guardiã de Pã, estou em missão pelo acampamento meio sangue.

Naquele instante um latido estranhamente alto ecoou atrás de nós três. Um cachorro basset gigante de aproximadamente 2 metros e meio apareceu por entre as árvores.

_Ai droga. ~ Saquei meu escudo.

Os sátiros começaram a tocar suas flautas e aos poucos o animal gigante foi tomado por ramos, assisti a aquilo tudo embriagada. Nada mais do cachorro podia ser visto, e numa nota mais aguda as cordas de cipó afrouxaram, o cão não estava mais ali. Aproximei do lugar e lá estava o quarto cristal.


Habilidades:
Nível 1 - Sabedoria: Por ser filho de Atena, você é o mais sábio entre os campistas, e saberá usar sua inteligência em batalha. Também pode ler muito rapidamente, e em qualquer língua ou dialeto. (+5 INT)
Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com habilidade. (+5 AGI)
Nível 2 - Gênio: Sendo filho da deusa da sabedoria, você é bem mais capacitado mentalmente do que os demais semideuses. Consegue assimilar as coisas e raciocinar com mais agilidade que todos os outros, o que pode lhe permitir melhor desempenho nas batalhas. (+5 INT)
Nível 5 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida e 5 pontos de energia por rodada, quando estão em batalha.
Nível 8 - Presciência: Os filhos de Atena conseguem, na posse de um escudo e alguma outra arma, realizar contra-ataques, usando o escudo para o bloqueio e sua arma para rápidos ataques.(+5 AGI)
Nível 3 - Arma favorita: O filho de Atena escolhe dentre as suas armas a sua favorita e, durante 3 rodadas, ela ganha bônus em seus ataques, sejam cortantes, perfurantes ou esmagadores. Gasta 35 de MP e só pode ser usada uma vez na narrativa. (+10 NO ATRIBUTO CORRESPONDENTE A ARMA)
Nível 5 - Escudo Bumerangue: Os filhos de Atena podem usar o seu escudo como arma, arremessando-o até o inimigo. O uso desta habilidade requer 30 pontos de energia.

_ Agora faltam 4. ~ Disse ao coloca-lo no colar. _Tenho que ir em busca do restante.

_Que tipo de missão é essa que colocam uma donzela sozinha para ir atrás de cães infernais? Aliás, meu nome é Jack. ~ Disse o Sátiro bonito depois de fazer uma reverencia com a cabeça. _ E este é Pitter. ~ O outro baliu. Eu ri.

_Obrigada meninos, mas preciso ir.

_ Espera, você deve estar faminta. Venha. ~  Estava tão agitada com a batalha que não percebi o quanto estava com fome, e ao tê-lo ouvido falar isso meu estomago roncou em resposta. Fui levada para uma parte da floresta e trouxe pégaso e deixei Fofuxa comendo um pouco de ração para descansar.

Aparentemente as feridas não tinham sido sérias.

_ Ninfas, sátiros e seres da natureza, temos entre nós uma semideusa e guardiã de Pã em missão. Vi com meus próprios olhos ela enfrentar um cão infernal sozinha. Demos para ela um banquete em honra. ~ Aplausos, assovios, balidos, tudo fazia parte da confusão e da festa.

#Pensamento# Pelos deuses, nunca fui homenageada assim. Que, que, alegria, como estou feliz.

Vesti-me do meu melhor sorriso, estava encantada com tudo, o banquete e as saudações, tudo, tudo era perfeito. Depois de quatro monstros me permiti um momento de festa. Olhei para pégaso, ele já estava sendo muito bem cuidado por outras ninfas, todo cheio de tranças e ramos na crina enfeitando-o. Sorri mais uma vez. Dancei com algumas dríades, já tinha sido reclamada guardiã de Pã há muito tempo, mas nunca tinha tido uma relação tão intima com os seres da natureza, aquilo me fazia sentir única. Estava realmente feliz. Porém a minha felicidade trouxe a tona o quanto tudo aquilo não existiria mais caso eu falhasse.

Vi o sol a pino. Já tinha perdido tempo demais com tudo, já era hora, agradeci a todos por tudo e ainda ganhei uma coroa de flores. Pégaso e eu alçamos voo e cortamos todo o Central Park, no final da reserva vi um lago lindo e cristalino.

_Talvez tomar um banho me ajude a despertar. ~ Disse tentando me convencer.

Deixei pégaso na margem do lago e tirei a roupa, entrando nua na água gelada. Me senti renovada. Aquela água estava deliciosa. Porém nessa missão nada que fosse bom duraria muito. Voltei para a superfície e encarei mais um monstro (uma aberração para te ser sincera).

Batalha5:
Saí o mais rápida possível da margem e postei-me nua ao lado de um pégaso inquieto. Não o culparia, uma criatura com cabeça de homem, corpo de leão, asas de morcego e rabo de escorpião nos deixa assim, inquietas.

_ Hum, um café da manhã delicioso. ~ Disse com uma voz estridente, e estranhamente humana saindo daquela cabeça com juba. Peguei meu escudo e o chicote [ +2 rodadas como arma favorita] e montei correndo, e nua, na cela.

_ Voa!

Não precisava pedir para que o pégaso fizesse isso, assim que montei ele voou em alivio. Porém a mantícora também sabia voar.

#Pensando# Mesmo sabendo como funciona ainda sou pega de surpresa por essas coisas. Que droga.

E lá estava eu, nua, em cima de um cavalo com asas, com um chicote na mão e um escudo na outra, sendo perseguida por um monstro assustador. Pensou que ia ser pouco? Pois é, eu pensei. O feioso começou a cuspir espinhos, um raspou em meu braço e eu me senti com vertigem.

- São envenenados pégaso, cuidado. ~ Gritei, agora tinha ficado seriíssimo.
Percebi que teria que tomar as rédeas do cavalo e parar de fugir, fiz uma manobra para cima, o mais alto que pude forçar pégaso a ir, claro que fui seguida. Era o que eu queria mesmo. Num looping fui para trás dele e chicoteei sua traseira (haha).

Agora a situação tinha se invertido, eu o perseguia, ávida pela vitória, àquela altura colocava tanto medo quanto suas metamorfoses. Chicoteando sua traseira, ele estava impedido de lançar seus espinhos e todas as vezes que tentava se virar levava uma chicotada minha. Aproximei da mantícora e enrolei meu chicote em suas asas e puxei.

A mantícora perdeu o equilíbrio e caiu de onde estava batendo a cabeça no chão, e lá ficou inerte pela queda. Aproveitei aquele momento e arremessei meu escudo mais uma vez.

Graças as trevas nas lâminas o escudo cortou a cabeça com certa facilidade e junto a cauda com o ferrão cheio de veneno de mantícora. Apanhei o ferrão do chão para colocá-lo na bolsa que pendurei na cela e desmaiei no ato.

Habilidades:
Nível 3 - Arma favorita: O filho de Atena escolhe dentre as suas armas a sua favorita e, durante 3 rodadas, ela ganha bônus em seus ataques, sejam cortantes, perfurantes ou esmagadores. Gasta 35 de MP e só pode ser usada uma vez na narrativa. (+10 NO ATRIBUTO CORRESPONDENTE A ARMA)
Nível 5 - Escudo Bumerangue: Os filhos de Atena podem usar o seu escudo como arma, arremessando-o até o inimigo. O uso desta habilidade requer 30 pontos de energia.

#2

Re: Missão One-Post // PETALA

por Petala em Sab 31 Dez 2016 - 1:22

Petala

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t=Arial]Um tempo depois...

Acordei já estava anoitecendo, sentia meu braço formigando, tentei lembrar o que tinha acontecido, mas não conseguia. Quando me levantei senti uma tonteira que me forçou a voltar a ficar no chão.

_ Acalme-se, logo logo estará nova em folha, ou quase isso. ~ Riu alguém que eu não conseguir ver.

_Quem é você? ~ Perguntei procurando ao meu redor.

_Ah sim, claro ~ Uma forma humanoide saiu da água e aos poucos tornou-se “humana”.

_ Uma náiade, que surpresa. Meu nome é Petala, sou filha de Atena e guardiã de Pã.

_ Olha, você pode ser quem quiser depois daquilo que fez com a coisa. Foi, hum ~ mordeu o dedo pensativa. _Assustador? Incrível? Diferente? Loucura? Eu amei, assisti a tudinho, cada detalhe, inclusive seu desmaio. O veneno é forte né? Mas não se preocupe, já tratei, ainda bem que foi só um arranhão e sua pele é dura. A propósito eu nome é Cora.

_Ah sim o mantícora. ~ Apertei os olhos puxando minha memória. _Nossa, a pelúcia que ele defendia, por Zeus, estou há muito tempo desacordada, ele deve ter fugido. Droga! ~ Me levantei, tonteando novamente porém vesti minha roupa, coloquei meu escudo (já transmutado em pulseira no braço) e segurei minha adaga. Já estava montando no pégaso quando a Náiade segurou minha mão.

_ Hey hey calma Atenazinha. Aí está mais um favor que você me deve. Se a pelúcia que você estava falando era um morcego levemente maior que o normal, talvez do tamanho do seu cavalinho com asas, então ele não fugiu, e a propósito seu amiguinho queria te comer viva, desmaiada quero dizer. Será que ele bebe sangue de semideusas desmaiadas? ~ Ficou pensativa.

Estava confusa com aquela falação da ninfa aquática, mas então ela me apontou para uma coisa muito grande boiando no lago, era uma pelúcia.

_ Nossa, você me protegeu dele? ~ Cora sorriu para mim.

_Depois do que você fez ao proteger meu lago daquele monstrão era o mínimo. Eu também tenho que te agradecer. ~ Ela levantou a mão para apertar a minha.

Respondi agradecida e fui até a pelúcia resgatei-a para a margem e procurei pelo cristal, achei-o perto das asas.

#Pensamento# Engraçado, todos as pelúcias seguiram uma ordem lógica, o mantícora tinha asas de morcego e sua pelúcia foi um morcego e o cristal estava na asa. Quem quer que tenha feito isso, estava pensando em tudo. Será que vou descobrir o autor disso tudo? Pior, será que vou conseguir enfrenta-lo?

Despedi de Cora com um abraço íntimo, e parti com pégaso para meu destino.

_Agora são os três últimos cristais parceiras. ~ Bati a mão no pescoço do pégaso e me certifiquei por telepatia se Fofuxa estava bem. _ Aqui, você me carregou pra todo lugar e eu nem nome te dei. Que tal Lumos? ~ Ela balançou a crina. _ Não? Humm, Lunar? ~ Ela relinchou satisfeita e voou em arco, demonstrando alegria. Ri com a felicidade dela.

Seguimos curtindo nossa viagem tranquila. Tinha perdido aquele dia todo desmaiada, porém não ia forçar muito Lunar, ela não dormiu nem comeu o suficiente naquele dia. Continuamos ao norte até chegarmos em Throgs Neck Edgewater Park, pela primeira vez estava vendo um cais, e sabia que estava num por causa da placa próximo da praia onde um navio estava atracado.

#Pensamento# Não gosto de praia, essa terra não é firme e depois daqui é água a perder de vista. Pelo visto o colar não quer me levar só para a terra firme.

De onde estava observei três homens mortos boiando junto a um golfinho de pelúcia e sentada no cais vi algo que me apavorou e me fez correr dali com pégaso. Metade mulher e metade peixe, minha próxima adversária era uma sereia.

Batalha6:
Montada em pégaso galopamos para longe dali.

_Lunar, sério? Uma sereia? E os marinheiros estão morrendo ao serem atraídos por ela, droga não gosto da instabilidade que o mar oferece. Mas preciso acabar logo com isso.

#Pensamento# Pelo menos dessa vez não fui pega de surpresa, caso contrário estaria à mercê do encanto dela.

Peguei na sacola que estava o olho do lestrigão um pouco de algodão e preenchi meus ouvidos. Rasguei numa tira bem grande minha blusa e amarrei meus ouvidos para que os algodões ficassem bem firme, meu destino contra ela dependia especificamente disso. Enfiei nas orelhas de Fofuxa e Lunas também, que não gostaram muito.

#Pensamento# Se ela pular na água aí que não tenho chances mesmo, preciso fazer isso mantendo-a sentada ali.

Se não fosse a noite não teria conseguido executar meu plano e chegar até ali sem ser vista, dei sorte também, uma infeliz sorte, que esses homens mortos tiraram a atenção dela um bocado também.

Sobrevoava o céu um pouco mais acima, aproveitando o mar que estava barulhento e o vento forte para manter-me oculta. Quando pensei em atacar outro homem caiu próximo onde estava o “rabo” dela, morto e com a cara para a água, ela ainda estava se “alimentando”.

Ordenei naquele exato momento para que Fofuxa saísse das sombras e rosnasse, afim da sereia olhar para trás. Nesse exato momento arremessei uma esfera explosiva, estrategicamente, que a arremessou longe, na praia. Decolamos o mais rápido possível e caminhei com minha adaga na mão.

A sereia estava assustada com tudo aquilo. Podia ver que ela estava cantando, assim como pude ver também a cara de ódio dela quando seu canto não surtiu efeito. E logo em seguida sua cara de espanto e fúria com que eu levantei minha arma e cravei na sua cabeça de baixo para cima, pegando do maxilar para cima. Mantive por uns instantes a adaga cravada e por fim puxei de volta.

_Você não vai cantar mais, sua vagaba. ~ Gritei ouvindo minha voz estranha dentro da minha cabeça.

_Eca. ~ Disse após destampar os ouvidos. E limpei a minha adaga que estava com uma gosma de seria.

Ouvi um tipo de "kikiki" no mar e quando olhei para baixo procurando o som vi um golfinho do meu tamanho na água. Disse algo inteligente como: “Ótimo ele está na água.” Quando a gente não tem escolhas temos que fazer o que é necessário, não é? Isso mesmo, estou falando exatamente em se jogar na água. Pulei e fui atrás do golfinho, que não era “inho”.

Sabe o que é você ter um monstro brincalhão e perigoso? Sabe a raiva que você passa quando você tem que brigar com alguém está com tudo a seu favor? Ele era mais rápido na água, mais forte e ainda ria da minha cara com aquele kikiki’. Me aproximei dele e tentei acerta-lo com a adaga, ele ficou parado de propósito assim que eu me aproximei ele esquivou e ainda me deu uma rabada na cara. Eu fiquei brava demais e comecei a nadar atrás dele.

Depois de muitos kikiki gozando da minha cara, resolvi me fingir de morta, curioso como qualquer um da espécie o golfinho ficou me rodeando, receoso em se aproximar. Continuei estática, e assim que ele se aproximou acertei-o na barriga com minha adaga. Fui arrastada por um tempo, mas depois ele se transformou em pelúcia novamente. Trouxe comigo para a margem e lá peguei o 6º cristal no rabo dele.

Habilidades:
Nível 1 - Sabedoria: Por ser filho de Atena, você é o mais sábio entre os campistas, e saberá usar sua inteligência em batalha. Também pode ler muito rapidamente, e em qualquer língua ou dialeto. (+5 INT)
Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com habilidade. (+5 AGI)
Nível 2 - Gênio: Sendo filho da deusa da sabedoria, você é bem mais capacitado mentalmente do que os demais semideuses. Consegue assimilar as coisas e raciocinar com mais agilidade que todos os outros, o que pode lhe permitir melhor desempenho nas batalhas. (+5 INT)
Nível 5 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida e 5 pontos de energia por rodada, quando estão em batalha.
Nível 7 - Boa Memória: O filho de Atena tem facilidade pra se lembrar das coisas que acontecem, então não tentem enganá-los.(+7 INT)
Nível 8 - Presciência: Os filhos de Atena conseguem, na posse de um escudo e alguma outra arma, realizar contra-ataques, usando o escudo para o bloqueio e sua arma para rápidos ataques.(+5 AGI)
Nível 4 - Estrategista: Os filhos de Atena conseguem prever um movimento do inimigo ,tendo mais chance de acertar o alvo (de 30 a 50% mais chance). O uso desta habilidade requer 25 pontos de energia.

- Adaga Envenenada = *-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

- Esfera explosiva

_Golfinho idiota! ~ Disse torcendo a água da minha camisa. _ Consegue escutar agora meus amores? ~ Tirei o algodão da orelha delas também. _ Bom vamos até nosso próximo destino e lá descansamos. Ok? ~ Ela relinchou e Fofuxa latiu em aprovação.

Era engraçado falar com um cavalo, mas em todo esse tempo no acampamento, depois da Fofuxa, ela foi o ser que ficou mais tempo comigo, até mais que os demais semideuses, me considerava intima dela e por isso a abracei com tanta força e amor que era como se ela fosse minha e eu podia sentir, fantasia ou não, que ela queria me abraçar também.

Guiada pelo colar, meu próximo destino não estava muito longe, Pelham Bey Park.

_Que ótimo, uma reserva. Podemos descansar melhor aqui. ~ Desmontei de Lunar e deixei-a comendo uma vegetação rasteira. _ Olá?! ~ Chamei por algum espírito da natureza. _ Alguém? ~ Ouvi um estalo atrás da árvore e sorri. _Sou uma semideusa, uma guardiã de Pã, não estou aqui em guerra. ~ Levantei as mãos.

Umas dríades crianças apareceram por entre as árvores curiosas me analisando.

_Nossa como você é bonita. ~ Disse uma (1).
_Será que eu vou ser assim quando crescer? ~ Disse outra (2).
_Por que você está molhada? ~ Perguntou uma terceira.
_ Uma longa história, onde está a líder de vocês? ~ Fui levada pelas crianças até o centro da floresta e lá fui recebida por guardas apontando lanças contra mim, Fofuxa e Lunar e atrás deles com certeza, a líder.

Ao meu redor eu podia ouvir cochichos e pela expressão severa da líder tinha certeza que estavam em maus bocados.

_Meu nome é Petala Del Lune Champoudry, filha de Atena e guardiã de Pã. ~ Disse e olhei pra ela.

_ Mentira. Pã não está mais entre nós. Ele está morto. Enviamos sátiros para procura-lo e nada, nenhum rastro sequer. ~ Disse a líder.

Aquilo doeu muito. Pã estava vivo em cada um de nós, mas eles haviam perdido as esperanças. Meus olhos encheram de lagrimas e toda parte branca do meus olhos foi tomada por um leve vermelho.

_ Fofuxa, venha aqui. ~ Minha cadela veio até mim cabisbaixa, e todos os seres da natureza, exceto os guardas, se afastaram um pouco. Então peguei minha flauta na sua cela.

_Sou guardiã de Pã e pela primeira vez estou lutando de fato por sua causa. Vou mostrar para vocês que o espirito dele ainda vive. E que enquanto eu viver, a chama dele queimará no meu coração. Eu darei a minha vida por vocês. ~ Coloquei a flauta na boca e toquei. Era a primeira vez que tocava, e não sabia como fazê-lo. Porem meu corpo foi guiado e uma aura verde contornou-me por inteira. Me sentia diferente, forte, vívida e selvagem. Ali eu era uma igual a todos os seres que me cercavam, e todos , inclusive os guardas, baixaram a guarda.

Toquei e preenchi o coração de todos com força, coragem e esperanças. Lágrimas caiam de meus olhos e não percebi a aproximação da líder.

_Você me lembra Cora, minha filha. Uma das melhores dríades e líderes que eu já conheci. Desculpe-me a recepção “calorosa”, estamos passando por momentos muito difíceis. Meu nome é Lince Fall. Soldados providencie uma roupa seca e digna para guardiã de Pã.

Com um vestido verde impecável e nobre cheio de decorações, longo e aberto até as coxas, o cabelo em tranças, acompanhei todos até uma parte da reserva onde tinham mesas enormes e num ponto especifico três cadeiras/tronos, enfeitados de flores e trepadeiras.

_Hoje teremos um jantar em homenagem aquela que nos mostrou o deus vivo. ~ Os outros seres não estavam muito animados e isso estava me deixando curiosa para saber o que estava acontecendo.

_ Sra. Lince... ~ fui cortada por um “ apenas Lince”. _ Lince, o que esta acontecendo com sua reserva? ~ Perguntei curiosa.

_Não antes de me dizer o que a trouxe aqui. ~ Disse e todos se aproximaram curiosos para ouvir. Fiquei sem graça, claro, mas contei tudo, desde a minha saída do acampamento até agora.

_ Então, depois de ter resgatado o sexto cristal, vim para cá guiada pelo colar. ~ Terminei a história.

_Uau, como ela é forte mamãe, quero ser igual a guardiã e seu cavalo alado. ~ Disse uma dríade de aproximadamente 8 anos.

Todos estavam boquiabertos, absorvendo cada palavra minha, ora outra ouvia um “Por Pã” ou “Coitada”, mas no geral aceitaram bem a história toda.

_ Petala, arriscou sua vida várias vezes para resgatar esses pobres animais. Você é um exemplo de guerreira. ~ Lince soltou e todas as guerreias ali presente concordaram cochichando umas com as outras. Fiquei sem graça. _ Bom, Zeus uniu nossos caminhos não foi a toa, ele ouviu minhas preces. Estamos sendo alvo de um terrível monstro que devia estar no tártaro e por algum motivo saiu de lá, agora nos aterroriza. Já perdemos várias guerreiros e animais, eu sei que é demais pedir para você isso, seu fardo já é pesado, mas não tenho mais a quem apelar. A hydra voltou e minha reserva esta padecendo a ela.

_ Hydra? ~ Eu mesma nunca a tinha visto, mas por tudo o que eu li, tinha razões o suficiente para querer o máximo de distância possível. Agora estava claro o porquê de todos ali estarem com tanto medo.

_ Um monstro terrível que onde se corta uma cabeça nasce outras duas e sua pele é tão dura que nem mesmo flechas são capazes de causar um arranhão. ~ Disse uma soldado, eu sabia quem era, mas estava tão pensativa sobre o fato de, bem, ser ela.

_Hércules derrotou-a soterrando-a, porém não temos a força de Hércules ao nosso lado. ~ Disse Lince, também sabia disso, mas deixei-nas falar.

Fiquei pensativa, como derrotar um monstro que quando se decapita nasce outras duas no lugar?

_ Já tentaram fogo? ~ Perguntei e ouvi vários cochichos contestando e aprovando. Percebi que não tinham tentado isso, claro, eram dríades não iriam mexer com fogo. _ Podemos tentar a cada cabeça cortada acertar uma flecha com fogo. Pode ser que dê certo.

O restante do jantar foi todo em especulações a respeito do meu plano e cada vez surgiam ideias para aperfeiçoa-lo. Lunar e eu fomos descansar para a batalha que nos esperava. Fui acordada por uma dríade guerreira.

_ Não acredito que você enfrentou aquilo tudo sem uma armadura. Que risco. Meu nome é Cássia, da árvore carvalho. ~ Olhei envergonhada para meu traje simples: jeans e camiseta que já estava toda rasgada.

_ É que, quando saí não imaginava tamanha aventura, e agora estou correndo contra o tempo. ~ Disse levantando as mãos num sinal de “não sou culpada”.

_Pegue e vista-se. ~ Ela me entregou um saco, que tinha uma armadura leve e parecia muito resistente. Me movi com ela e nem parecia que estava com uma armadura.

_Nossa que material é esse? É leve e resistente. Fácil de mover. ~ Não estava acostumada com armaduras completas, na verdade nunca tinha vestido uma completa, e fiquei feito boba impressionada com aquela.

_ Um material digno das suas façanhas. Seu escudo, pegue! ~ Gastei um tempo analisando o meu escudo, estava um pouco diferente, mais resistente. _ Ele apenas foi abençoado por nós, dríades. Leve e resistente. Porém minhas companheiras morreram com trajes que tinham a mesma bênção então não pense que é invencível nele. ~ Disse de forma seca sem olhar para mim nos olhos.

#Pensando# Quantas pessoas queridas ela não já perdeu para a Hydra? Sei bem a dor que ela passa.

_ Olha, nós vamos vingar a todo sangue que esse monstro derramou. Todo, eu prometo! ~ Segurava os ombros da soldado e encarava-a nos olhos. _Você esta comigo?

_ Sim senhora! ~ Assentiu.

Batalha7:
Estávamos todas prontas e armadas, até Lunar ( meu pégaso) e Fofuxa estavam com armadura prata, montada nela observava uma Hydra do outro lado margeando a praia, com um urso na boca. Bem, metade de um urso. Contei aproximadamente 9 cabeças. Ia ser difícil e eu sabia disso.

_ Cada perda, seja de dríade, sátiros, ou mesmo os animais da floresta, é um fardo e uma dor que compartilhamos. ~ Ouvi gritos de aprovação. _ Nós não podemos nos acovardar depois de tanto sangue derramado por essa causa. ~ Mais gritos de aprovação. _ Vamos fazer a Hydra pagar por cada sangue da natureza derramado, vamos mandá-la de volta ao tártaro com o poder da natureza. ~ Os gritos ficaram tão altos que a Hydra de longe ouvira e começara a vir em nossa direção. _ Estão comigo? Estão comigo? ~ Eu gritava , e gritava mais quando recebia a aprovação de todos, estava tomada pela energia da batalha que estava prestes a acontecer. Pela primeira vez liderava uma batalha épica.

Começamos a por em prática o plano montado na noite de ontem. Coloquei mais uma dríade na garupa de Lunar e com dois sacos nas mãos cada uma voamos sobrevoando, a uma altura segura a Hydra.

_Agora! ~ Ordenei e soltamos as bolsas com óleo grego em cima da Hydra.

Numa manobra ágil e defensiva, desviando das 9 bocadas, Lunar se afastou dela e voltamos para nosso pequeno exército. Repetimos a ação uma, duas, três vezes até encharcar o monstro com óleo.

Agora era a hora do exército terrestre. Todas marcharam, exceto as arqueiras que se mantinham por entre as árvores com arcos prontos para disparo. Em cada flecha ia uma conta de fogo grego. Ganhei uma espada também, o que era estranho depois de muito convívio com minha adaga, mas não fui para o chão. Continuaria em Lunar atacando pelo ar.

_ Atacar!!! ~ Lince gritou liderando o exército terrestre. Eu levantei minha espada em festa e levantei voo com Lunar.

Sabe, é tão lindo ver um exército reunido, armado até os dentes, prontos para defender seu povo do mau, mas daí o adversário mostra toda sua potência e começa a usar suas habilidades também, aí toda aquela cena linda é rachada num desespero coletivo. Toda tensão começou quando a Hydra começou a cuspir fogo, e o exército de dríades desesperou.

Toda aquela formação se desfez e umas duas ou três dríades se debatiam no chão queimando. Dor, desespero, angustia, raiva? Pega isso e mistura, o resultado? Eu. Rodeei a Hydra com o pégaso pelo ar e num movimento forte e preciso decapitei duas cabeças. No mesmo instante 4 ou mais flechas com fogo grego na ponta acertaram bem onde ficavam as cabeças. Com alguns segundos de frenesi pelo fogo a Hydra se debateu, aproveitei e em mais uma investida mirei outra cabeça.

A resposta das arqueiras foi tão rápida quando meu rasante. Distanciei quando vi a Hydra jogar seu corpo para cima de mim. E, num looping, Lunar esquivou se uma rajada de fogo violenta. Queimando os pelos em seu rabo. Pousamos rapidamente para apagar a pequena chama que incinerava seu rabo.

_Você esta bem amiga? ~ Bati no ombro de Lunar e essa raspou o chão em resposta positiva.

Junto a todas observei o lugar onde jazia existia as três cabeças que eu decapitará, como se todas nós esperássemos para mais duas surgir em cada ponta. Mas não aconteceu, estava certa. Todas gritaram felizes, nosso plano começou a dar certo, e ao verem isso, todas as soldadas foragidas tomaram uma injeção de ânimo e voltaram para a batalha. Fiquei satisfeita, porém, pois a cada cabeça perdida a Hydra ficava mais concentrada em tudo ao seu redor.

_ Atacar!! ~ Lince gritou da outra ponta e começaram a cercar a besta.

6,5,4,3,2 cada cabeça caía por um ataque diferente, geralmente diagonais, dando trabalho paras as arqueiras acompanharem. Quando restava apenas duas cabeças algo terrível aconteceu.

Por algum motivo a Hydra foi tomada por uma áurea vermelha e esta soltou uma rajada de fogo 10 vezes maior que das outras vezes e naquilo todo um lado do exército de dríades foi queimado, umas 7 ou 13 dríades mortas violentamente. Até eu e Lunar ficamos assustadas com a potência, e a Hydra parecia inesgotável com aquela chama toda, ela estava em fúria.

#Pensando# Quanto menos cabeças mais potente fica a rajada. Por Zeus, como ela é poderosa.

Mais dríades morriam sob o calor das chamas. Não podia ficar parada, aproveitando que as duas cabeças estavam ocupadas atacando o exército terrestre apareci por trás dela e cortei mais uma cabeça.

Um zuup de alguma flecha sobrepôs minha cabeça e queimou aquela parte. Agora era a última e principal cabeça. A única que tinha olhos inteligentes. Enquanto voava com Lunar tentando escapar das chamas que me seguiam ar a fora procurei pelo exército, mas não tinha mais ninguém lá em baixo. Estavam feridas, todas! E seriam alvos fáceis se eu padecesse.

Era a única ainda com forças para levantar a espada. Tentei de todas as formas possíveis me aproximar, mas era interceptada, ora por rajadas de vento, ora de fogo. Afastei e fui em direção as arqueiras.

_Não consigo achar uma brecha para me aproximar. Essa cabeça é diferente das outras, é como se ela conseguisse pensar e arquitetar defesas e ataques. ~ Olhei para a Hydra pensativa.

_Eu vou com você. ~ Uma arqueira saiu em meio às outras. Era Cássia.

_ Você tem certeza? ~ Olhei nos olhos dela procurando atrás daquela mascara fria o que ela realmente sentia.

_Estamos juntas, esqueceu? Além do mais, é só mais uma cabeça, não precisam de tantas arqueiras assim. ~ Deu de ombros.

O que eu fiz jamais pensei que faria por alguém. Tirei meu escudo e ofereci pra ela. Obrigando-a a vestir quando essa recusou.

_ Vista. Estamos juntas ou não? ~ Sorri. Recebi um ponto de interrogação de Cássia e assenti. _ Também sei me virar sem ele.

Montamos no pégaso e fomos para perto da Hydra, quando nos aproximamos, Cássia desceu e foi pelo chão lá se escondeu atrás de uma rocha, já eu dei uma volta e embainhei minha espada. Lunar voava em círculos deixando ocupada aquela cabeça. Ficamos nessa investida até Cássia resolver ser a hora certa e sair de trás da pedra correndo até o alvo. Quando se aproximou o suficiente a Hydra percebeu e lançou uma rajada de fogo que a pegou em cheio.

_Cássia não!!! ~ Gritei lá de cima, obrigando Lunar a descer. Corri na direção daquele monte de chamas, mas o vi movimentando e pouco depois a cabeça da Hydra cair. Mesmo em chamas uma saraiva de flechas ocupou o espaço da última cabeça. Corri na direção dela e mesmo queimando minhas mãos a levei para a água do mar. Meu escudo conseguira suportar boa parte do calor das chamas, ele a salvou. Saímos uma segurando a outra.

Mas a batalha não tinha acabado. Um dragão de aproximadamente 2 metros e meio voou por cima de nós duas e lançou uma chama verde, levantei meu braço para tentar nos defender das chamas mas quem nos protegeu de fato foi Fofuxa, com seu próprio corpo. Uma saraiva de flechas com fogo grego fuzilou o dragão. Em poucos segundos caiu uma pelúcia queimando. A única coisa que passou pela minha cabeça foi a Fofuxa, o cheiro da sua pele queimando ainda ardia nas minhas narinas, e mais ao lado seu corpo pendia, inerte.

_ A hydra era a guardiã de um dos cristais! ~ Disse Cássia surpresa. _ Pétala, olha o seu colar. ~ Ele estava parando de brilhar. Estava tão interdita com a batalha que nem olhei para ele.

Me afastei, tropeçando na areia da praia, em direção a Fofuxa, estava apavorada com a possibilidade de perde-la. Minha melhor amiga. Ela era uma extensão da minha alma, não suportaria tamanha perda.

Levantei seu focinho, delicadamente, e Fofuxa grunhiu de dor, encarando-me nos olhos, como quem se certifica se estou bem. Chorei abraçando-a, porém foi interditada por um grupo de sátiros que a levantaram e a carregaram, dizendo que iriam cuidar dela. Eu apenas assenti e comecei a orar ali mesmo.

_Petala? Acho que isso te pertence. ~ Lince me entregou o cristal e completei todos os pequenos espaços vazios. _ Agora falta o último. ~ Ela sorriu pra mim encorajando-me.

Itens:
- Escudo Grande [Lâminas][Prata][Sombrio][Transmutação: Pulseira] = Elemento nas três lâminas, que aparecem e desaparecem quando o anel do dedo médio da semideusa é puxado. Benção das dríades.

- Flauta comum

A hydra tinha sido derrotada, depois de Hércules não se tinha ouvido falar de tal façanha. Na praia todas as arqueiras e as dríades feridas se punham de pé, uma ajudando a outra. Comemoramos aquela vitória e continuamos festejando numa enfermaria improvisada, onde todas as ninfas curadoras se dobravam para fazer ataduras e tudo o que era necessário.

_ Bom, preciso ir. ~ Levantei depois das mãos enfaixadas por causa da queimadura. Todas me olharam com surpresa.

_ Mas Petala, você liderou uma batalha e tanto. Deve estar exausta. ~ Olhei para Lince em meio a algumas dríades curandeiras, estava com o busto todo enfaixado e um braço imobilizado.

_ Sim, estou cansada. Porém já fazem três dias que os animais encarcerados estão sem comida. Não vão suportar muito tempo, por eles não posso me dar ao luxo de descansar. Lunar e eu ainda temos um assunto para finalizar. ~ Olhei para Lunar naquela armadura e lamentei por exigir tanto dela. Acho que ela percebeu minha expressão e sacudiu a crina. Também estava com a armadura no corpo.

_ Bom vou me trocar, devolver suas armas e partirei.

_ Não. ~ Lince me intercedeu. _ Primeiro, fique com a armadura, nossa batalha acabou mas a sua ainda continua, salve todos aqueles animais. Segundo. ~ Ela me abraçou e depois segurou minhas bochechas e encarou-me com os olhos verdes cheio de lagrimas. _ Sua mãe deve estar orgulhosa da semideusa que você se tornou. Eu estou orgulhosa de você, nossa guardiã. ~ Não aguentei e chorei.

_ Enfrentamos uma Hydra e choramos por uma despedida? ~Ri.

_ Petala? ~ Cássia se ajoelhou e me devolveu o escudo. _ Você quebra toda a imagem que construí de uma semideusa, além de ser uma guerreira que vou me inspirar. Saiba que, aqui na reserva você tem uma guerreira leal a você e também uma amiga. ~ Peguei meu escudo e comecei a chorar mais uma vez.

_ Ah nem, agora vou ser conhecida por guardiã chorosa. ~ Brinquei.

_ Não, você vai ser conhecida por Petala a guardiã guerreira.~Lince me censurou._ Aqui tem duas coisas que podem te ajudar. ~ Lince amarrou uma pulseira no meu pulso. _ Isso é uma lembrancinha daqui. É da minha árvore. Sempre que se sentir só ou culpada por ter deixado seus irmãos quando criança, saiba que aqui você se tornou nossa heroína e foi peça chave para nossa sobrevivência. ~ Me entregou um cantil. _ E aí tem uma boa quantidade de sangue da Hydra. Hércules usava para envenenar suas flechas. Pode te ser útil, e é tanto direito seu quanto de qualquer outra guerreira aqui.

_ E quanto a Fofuxa? ~ Falar o nome dela era como se uma parte de mim se esvaísse.

_ Ela está sendo cuidada, está viva, mas ainda inconsciente. Os sátiros estão tocando uma melodia de cura especial para ela. ~ Lince segurou no meu ombro com o seu braço único braço livre. _ Vá, confie ela a nós.

Agradeci e despedi de todos, Lunar também se despediu relinchando e batendo as patas no chão. Depois alçamos voo, solitárias.

#Pensando# Agora é o final. O que será que nos aguarda?

_ Tomara que não seja outra Hydra, não é Lunar? ~ Brinquei com ela.

O restante de nossa viagem foi silencioso, ambas trajando armadura, guerreiras com um único intuito: Salvar os animais. Nossas mentes estavam ocupadas com perguntas e anseios. O que quer que acontecesse agora seríamos nós duas juntas e o tempo contra todos. O colar nos guiou voltando no mapa, paramos em Broadway.

_ Dessa vez você vem comigo? ~ Perguntei para Lunar, sorrindo tímida. Ela relinchou numa coisa meio que “Óbvio” ou “O que seria de você sem mim?”.

Entramos numa porta dupla e estávamos num teatro. No palco estava a última pelúcia, num altar. Um leão de pelúcia de aproximadamente 3 metros. O que quer que eu viesse a enfrentar não seria fácil, pela lógica do que eu já enfrentei, todas pelúcias tinham alguma ligação com seu guardião.

A hydra e o dragão, o hiperbóreo e o urso polar. Olhei para todos os lados e não vi ninguém.

_ Estranho. ~ Olhei para Lunar. _ Estamos sozinhas. ~ Ela relinchou.


_ Semideussssa sssurpresa! ~ Uma dracaena com uma lança saiu por detrás das cortinas.

Era isso? Só uma dracaena. Corri para o palco onde ela estava e a enfrentei confinante. Minha adaga numa mão e o escudo na outra. A cada investida dela com a lança, usava da minha agilidade superior e rolamento após rolamento cortava-a.

Já tinha lutado tantas vezes contra dracaenas que conhecia os movimentos. Chegou um ponto que ela já estava padecendo dos efeitos do veneno da minha adaga aproximei-me rápida, defendendo com o escudo da ponta da lança e a esfaqueei com minha adaga. Seu corpo tornou-se pó. Corri para o leão de pelúcia antes que ele tomasse vida e abri seu peito, procurando pelo cristal. Encontrei, algumas vezes maior que os outros, o cristal do centro do colar.

_ Não consigo acreditar que depois de tantos monstros poderosos e caóticos, o último e principal cristal era protegido por uma dracaena. ~ Disse indo na direção de Lunar. _ Conseguimos. Agora é só encaixa-lo no lugar vago. E voltamos para casa Lunar!

Coloquei o cristal no centro do colar e esperei por, sei lá, um abra kadabra?!, ou um portal ou algo assim que me levasse aos animais presos. O colar começou a brilhar forte, então olhei para Lunar tipo “começou”. Depois de uns 3 minutos o brilho parou.

_ É só isso? ~ Peguei o colar nas mãos. _ Acabou? Será? ~ Olhei para Lunar torcendo o nariz.

_ hahahaha hahahahhaa Melhor do que imaginei. Ahahhaahahha~ Um homem sentado nas cadeiras do teatro começou a bater palmas e a rir muito. _ Sério, você precisava ver a cara que você fez. Hahahaha. Faz de novo? ~ Era um homem normal, voz normal, roupas normais, e ria de mim após lutar contra uma dracarena.

_ Quem ou o que é você? ~ Perguntei com raiva por causa da frustação.

_ Nossa ficou nervosinha? Sou um trickster, Tadáa! Olha, quando deixei aquele ursinho na colina esperava que um filho de Zeus ou Hades o pegasse, e não uma filha de Atena! ~ Fez cara de nojo. _ Mas daí acompanhei sua luta contra o hiperbóreo e vou te contar, achei que fosse morrer, mas não, você desceu o cacete nele, e a parte do “Você morreu como guerreiro” foi muito hilário, então resolvi te dar uma chance, não não espera e a parte do lestrigão? Que cabecinha hein? Mas a melhor foi na final contra a Hydra, você movimentou uma porrada de árvores e acabou com ela. Hahahaha Se eu tirasse uma foto sua montada nesse potrinho ~ Lunar relinchou em desagrado. _ Shiu, se eu tirasse e vendesse daria uma ótima pintura de guerreira.

_ Espera, isso tudo foi uma brincadeira? Então não existe animais presos? Todos aqueles monstros que eu enfrentei foram ilusões? ~Estava chocada, com raiva, enlouquecendo.

_ Ham, sim, estão e não. Foi uma brincadeirinha, não gostou? Os animais estão sim presos e morrendo de fome e não foram ilusões tudo real, com um selinho de qualidade meu, lembra daquela áurea na Hydra? Meusinho.

_Por que o colar não libertou os animais? Eu o completei. ~ Estava irada, com ódio dele, mas me segurei, querendo ou não era um deus na minha frente.

_ Ah isso é porque você não derrotou o guardião dele.

_ Derrotei sim. A dracaena... ~ Um leão apareceu por detrás da cortina e ficou do lado do deus que acariciava sua juba.

BatalhaFinal:
_ Na verdade, não enfrentou não. Leão de Neméia cria de Atena, cria de Atena seu assassino. Hum... atacar! ~ O leão rugiu ecoando por todo o teatro. Corri e montei em Lunar e voamos ficando mais altos que o leão.

_ O leão de Neméia, não pode ser. Lunar fique o mais alto possível. ~ Ficamos rodeando o teto em círculos assistindo lá embaixo uma máquina mortífera lendária.

_ Petala, vamos lá!!! Quero emoção! ~ O deus sentou-se na poltrona e criou um balde de pipocas. Aquilo me deixou ainda mais nervosa. Minha morte e a morte de vários animais era um espetáculo para um deus mesquinho.

#Pensando# Nenhuma arma é capaz de ultrapassar aquela pele. Como Hercules matou o leão? Ah sim asfixiando-o. Mas ele tinha o quíntuplo ou mais de massa e força do que eu. A pele é impenetrável A pele é impenetrável.

O leão rugiu impaciente rasgando o ar com suas enormes patas. E eu lá em cima procurando uma resposta. Mais um rugido e aquela boca enorme mostrou todos os dentes.

#Pensando# É isso, a boca dele não é revestida. OK a boca é o ponto fraco. [Estrategista]

Mexi na bolsa presa a cela e peguei um dos rabos envenenados dos escorpiões. Comecei a rodeá-lo e toda vez que me aproximava dava uma raspada no seu focinho com minha adaga. Deixando o leão enfurecido. Lunar várias vezes correu risco de ser pega, e numa delas levou um arranhão violento no peito, porém graças a armadura não atingiu sua pele.

Estava tão concentrada nele que já conseguia prever seus movimentos [Estrategista]. Era agora, o leão estava cada vez mais enfurecido e rugia ordenando que fossemos para o chão. Afastei um pouco com Lunar para a saída e voltamos com velocidade total indo de encontro com o leão. Ele abriu aquela boca enorme pronto para nos abocanhar e saltou para cima de nós, então joguei o ferrão lá dentro da boca dele, a parte boa? Acertei, como previra. A parte ruim? Chocamos contra o leão e Lunar perdeu o equilíbrio indo todos nós ao chão.

_ Ahhhh ~ Gritei quando Lunar caiu em cima de mim e quebrou minha perna.

Ela não estava melhor, tivemos que nos aproximar demais do leão para que eu acertasse sua boca e ele cravou suas patas no corpo do pégaso. Parte da armadura estava danificada com marcas de garras e por essas vazava sangue, tipo, muito sangue.

Eu estava sangrando pelo nariz e boca, minha perna direita quebrada. Quando olhei para frente vi o leão se levantando do tombo e sacudir todo o corpo. Quando ele se aproximou de mim, sua boca estava espumando. Depois de um rugido grave ele deitou a cabeça entre as patas e se transformou em poeira dourada. Onde jazeu o leão estava um casaco de pele, rastejei-me até ele e o segurei firme.

Itens:
- Ferrão de escorpião gigante.
-Adaga Simples [Venenosa] = *-* Esta Arma causa uma paralisia proporcional ao dano causado. Ou seja, danos pequenos, dificultam a movimentação. Danos médios, paralisam de 1 a dois turnos. Danos críticos, paralisia total por mais de dois turnos. Se for acertado muitas vezes, danos pequenos, o veneno causa vômitos ao oponente

_ Bravo! Bravo! Ta que esse ataque suicida foi dramático demais, mas mesmo assim, bravo!
Pouco tempo depois o amuleto voltou a brilhar e soltou do meu pescoço flutuando na minha frente, foi tudo muito mágico, todas as peças se soltaram e começaram a brilhar forte, depois começaram a girar e por fim foram uma de encontro à outra. Aí o brilho ficou forte demais então tampei os olhos, e quando voltei a olhar uma peça do infinito estava montada.

#Pensando# Era um hectograma. Amuleto das nações unidas, todas as peças de uniram, mas por que as nações?

Vários feixes de luz azul saíram do amuleto e saíram pela porta numa velocidade assombrosa.

_ O que esta acontecendo? ~ Perguntei confusa.

_ Ah, você conseguiu e blá blá, por isso os animais foram soltos.

_Por que amuleto das nações unidas? ~ Ainda estava atônita com toda aquela magia.

_ Peguei os animais de todos os continentes e reuni num único ponto. Nossa, consegue matar um leão e não desvenda um enigma? ~ Ele desdenhou de mim e eu cuspi sangue, minha boca estava cheia disso. _ Ainda bem que você sabe manipular um escudo bem... Bom, foi divertido, mas agora vou indo. ~Ele bateu as mãos e saiu andando.

_Espera! ~ Aquilo passou dos limites há muito tempo. _ Você prendeu animais e deixou-os passando fome, matou pessoas inocentes para se divertir? Você se divertiu ás minhas custas e à custa dos outros? ~ Lunar se aproximou de mim se arrastando. Eu estava colérica, não importava o quanto poderoso ele fosse. _ Você é um deus de merda. Você não merece o ar que respira quanto mais a sua divindade.

O trickster parou onde estava e ficou imóvel por uns segundos depois virou para minha direção com uma careta do tipo “você passou dos limites”, aquilo que Lunar relinchou nervosa.

_ O que algumas vitórias não fazem com vermes. Quer ver a sua insignificância? Morra. ~ Ele apenas apontou o dedo pra mim e um raio azul partiu em minha direção. Pronto, morri! Pensei, mas o que veio em seguida foi pior, Lunar entrou na minha frente e levou todo o impacto do golpe então caiu morta na minha frente.

_ Não!!! ~ Gritei desesperada abraçando minha amiga. Não podia acreditar, depois de tudo aquilo, depois de tudo juntas ela morre para me salvar? _Maldito!!!!

Levantei e senti uma dor horrível, não conseguia colocar uma perna no chão, com certeza estava quebrada. Mas não importava. Saquei minha adaga e olhei com ódio para ele.

_ Me mata, mas você vai pagar pelo que fez. ~ Quando levantei o punho, ao mesmo uma luz azul brilhou na mão dele e ele sorriu sarcástico pra mim.

_Pare agora! ~ Uma voz feminina firme e agressiva soou da porta do teatro, nós dois olhamos para lá na mesma hora. _ Então é você quem vem causando esse alvoroço todo em New York? ~ Ela era linda e um tanto selvagem.

_ Ar...Artemis? Você por aqui? ~ Gaguejou o trickster. _ Que inusitada sua presença, porque não sentamos e relaxamos? Só me deixa fazer uma coisinha. ~ Ele apontou para mim e eu caí desmaiada.

TERCEIRA PESSOA


_ Você soube esconder bem seus rastros, foi difícil encontra-lo. Mas não acha que o que você fez aos animais e aos seres místicos é uma afronta a mim, não? Sinto por ter feito essa guardiã fazer todo o trabalho, mas isso só mostra que os semideuses e os espíritos da natureza estão prontos para proteger seu habitat. ~ Ártemis se aproximou dele calmamente.

_ O-Olha, viu que coisa boa? Agora sabemos como os espíritos da natureza são resistentes e como os semideuses abraçaram a causa. ~ Riu nervoso.

_Claro que sim. ~ Artemis colocou a mão na testa dele e assim que tirou uma lua estava desenhada. Em poucos segundos uma luz prata tomou conta do corpo dele até consumi-lo e nada mais restar onde ele estava. _ Esse vai demorar um bom tempo para pensar em pregar essas “peças”.

_ Bom, agora vamos a você pequena e brava guerreira. ~ Ártemis acariciou minha bochecha.

_ Desculpe-me por tê-la feito enfrentar tudo sozinha. Há tempos venho fazendo dessa minha missão, e dessa vez você quem defendeu tudo o que eu defendo. Sou grata a você por isso e em compensação te darei algo em troca.

Continuei desmaiada, a deusa da caça foi até Lunar e esfregou em sua testa. Pouco tempo depois uma lua crescente prata cintilava em sua testa, bem onde Ártemis passara a mão e Lunar levantou.

_Boa garota. Agora aja o que houver, sempre esteja perto de sua mais nova protegida ~ Ártemis foi até mim e cravou no meu pulso uma lua, idêntica à de Lunar. _ Agora sempre quando ela precisar você saberá.

Ártemis subiu em Lunar e me colocou entre as duas, para que dessa forma eu não caísse. Voamos de volta para o acampamento. Quando chegamos lá Argos quase deu um troço quando viu meu corpo desmaiado sendo segurado por Ártemis em cima de um pégaso. Seguimos para o escritório de Quíron e esse foi todo cortes com a deusa.

_Quíron peça para seus curadores cuidar dessa cria de Atena. ~ Ártemis me entregou aos braços do centauro. _ Ela enfrentou uma série de acontecimentos terríveis.

A deusa contou toda a minha odisseia. E Quiron ficou pasmo e inquieto.

_ A culpa foi minha não podia ter deixado-a ir sozinha numa missão dessas. ~ Quiron estava realmente chateado com tudo que eu passei sozinha e se sentia culpado.

_ Quíron você é o melhor mestre que eu conheço, nem mesmo você poderia adivinhar o que estava por acontecer. Agradecemos por ela ser teimosa e não ter desistido, você pode passar um recado meu para ela? ~ Artemis sorriu.

_ Mas é claro Lady. ~Quíron fez um sinal de respeito com a cabeça.

_ Diga-a que não podemos ser culpadas por nossos pontos fracos e sim quando passamos a fazer deles nossa zona de conforto. E que hoje, ela foi muito além do que qualquer uma guardiã já foi. Estou orgulhosa dela e queria eu mais guerreiras como ela, hoje senti um pouco de inveja de Pã. ~Quíron assentiu e antes de ir Ártemis explicou pra ele sobre Lunar e pediu para que ele não fosse levado para os estábulos, ela seria livre e que de agora em diante poderia fazer parte da minha vida.

Dois dias depois na casa grande

_Quer dizer que eu acabei sendo salva por Ártemis? ~ Brinquei estar ofendida, estava de amuletas e minha perna toda enfaixada.

_ Petala, minha querida, temos que discutir sobre os itens que você trouxe consigo dessa missão. Antes gostaria de me desculpar com toda sinceridade por tudo que te fiz enfrentar sozinha. Você foi uma guerreira e tanto. Estou orgulhoso de você.

Passei a tarde toda discutindo com Quiron sobre o que eu trouxe revoguei o máximo que eu tinha direito possível, pois enfrentara muita coisa sozinha. Quando voltei para meu chalé pela primeira vez desde que saí em missão levei um susto. Lunar e Fofuxa estavam estava lá.

_Lunar? Mas como? Você está tão linda, que lua é essa na sua testa? É linda.~ Abracei-a com carinho. Ela relinchou e sacudiu a crina.

#Lunar# Presentinho de Artêmis. Ela me trouxe de volta com alguns bônus. ~ Relinchou

_ Oh, você falou comigo por telepatia? Incrível!!!

_ Nos veremos em breve. ~ Ela riscou o chão com a pata e alçou voo.

_ Fofuxa??? ~ De costume, ela pularia em mim e me lamberia toda, mas ela sabia como eu estava então apenas encostou o focinho na minha barria, acariciei, sentindo seus pelos chamuscados. _ Perder você seria o mesmo que perder a mim mesma. Eu te amo. ~ Fofuxa uivou.


Sugestões de hp/mp:
Hp: -150 ( perna quebrada)
Mp: 130


Sugestões para a arma:

# Adaga recebe Gélido Glacial do hiperbóreo após levar sua essência.

Itens recolhidos:

# 1x ferrão de escorpião gigante
# Olho único do lestrigão
# 1x ferrão de mantícora
# Armadura completa de prata sagrado[Presente da reserva]
#Benção das dríades no Escudo Grande [Lâminas][Prata][Sombrio][Transmutação: Pulseira]
# Cantil com sangue venenoso de Hydra
# Jaqueta da pele do leão de Nemeia

Descrição do cavalo alado

Nome: Lunar
Espécie: Pégaso fêmea.
Cor: Branco.
Descrição : Lua crescente na testa idêntica a da Petala, benção de Ártemis.
Habilidades: Comunicação inteligente mentalmente.
Características: Sem dona. Ligação especial com Petala.
Item: Armadura de prata - Danificada na lateral [Presente da reserva]
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Re: Missão One-Post // PETALA

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